Cidade de Santos

20

abr
2018

Conheça um pouco mais sobre a história da cidade de Santos

Posted By : Redação/ 747 0

A história da cidade de Santos quase que se confunde com a do país. Tudo se inicia  bem no comecinho mesmo (jura?), quando as primeiras expedições portuguesas começaram a chegar mais ao sul do País, atracando na que foi chamada de Ilha de São Vicente, nome que perdura até os dias de hoje. Quando os assuntos aqui na nova colônia começaram a ficar um pouco mais sérios, coisa de trinta anos depois do início do século XVI, Martim Afonso tomou posse do povoado de São Vicente e expandiu os trabalhos, ocupando a que hoje conhecemos como Santos.

Vamos com mais detalhes, pois isso aconteceu basicamente desta forma: toda cidade precisa de uma capela, que foi construída no Outeiro de São Vicente, futuro marco da cidade, e um hospital, a Santa Casa de Misericórdia de Todos os Santos, o primeiro em todo o continente americano.

Enquanto isso, engenhos e plantios funcionavam nos territórios doados aos portugueses, um dos mais prósperos no Sítio do Enguaguaçu; é lá que o porto começa a tomar corpo. Todo esse corpo da cidade foi estruturado por Brás Cubas, um dos portugueses que chegou junto de Martim Afonso, dono dos maiores territórios.

Aproveitando toda essa relevância e poder (foi governador da capitania duas vezes), acabou fundando a Vila do Porto de Santos, em 26 de janeiro de 1546. Temos então um resumão de como a história de Santos começa a ser escrita nas páginas do País.

Séculos XVII e XVIII

Durante os séculos posteriores à oficialização de Santos como um vila e prévios à independência, não podemos dizer que Santos foi uma das protagonistas na colônia, principalmente porque, apesar de um porto próspero, não era uma região estratégica para o escorrimento de ouro das minas no interior do território.

Vale lembrar que, mais do isso, o posicionamento chegava a atrapalhar a Capitania de São Vicente (Santos – São Vicente juntas), já que os ataques dos corsários passaram a ser mais frequentes, isso antes da época de extração de ouro, sendo o pior deles o de Thomas Cavendish, figura famosa em todo o mundo. A produção canavieira, por exemplo, foi a principal prejudicada.

Aliás, foi depois de um saque de Cavendish que Nossa Senhora do Monte Serrat passou a ser a padroeira da cidade, no final do século XVI. Reza a lenda que, enquanto ele e seus piratas se preparavam para subir o morro de São Jerônimo (onde havia uma imagem da Santa) para saquear aqueles que se refugiavam, um deslizamento de terra fez com que os “vilões” fugissem.

Papel principal

Fábulas à parte, quando a família real chegou ao País e tudo levava a crer que ele se tornaria independente, Santos começou a ganhar mais importância no cenário nacional.

Já havia uma simpatia natural de D. Pedro I pela Ilha, contemporânea à construção da Calçada do Lorena, estrada que ligava Santos e São Paulo, fazendo com que as coisas melhorassem. Vale dizer que era como uma escada gigante, que viabilizava a locomoção de mercadorias e matérias-primas através de mulas. Estávamos  no início do século XIX, nada de rodovias como a Imigrantes.

Mas o ápice mesmo chegou quando finalizaram a construção da São Paulo Railway, que ligava o interior do estado de São Paulo e as produções cafeeiras ao porto de Santos (que já era considerada uma cidade, de fato, há umas três décadas).

O porto se tornou o maior da América Latina e o café, bem, dinamizou a economia de todo o País, consequentemente, da região, com manifestações escancaradas de tudo que acompanha uma movimentação de dinheiro mais agitada, como as culturais, seja na criação do Teatro Guarany e nos ideais abolicionistas da época, assim como no mercado financeiro, com a criação da Bolsa do Café.

Com a chegada dos imigrantes, e o posterior esvaziamento na colheitas de café, a cidade foi começando a criar o ambiente que apresenta até hoje, com iniciativas para abrigar tanta gente em pouco espaço físico de forma minimamente decente e também para aquecer a economia, como o incentivo ao turismo.

Outros marcos 

O Santos Futebol Clube é uma das referências da cidade, goste você de futebol ou não. Impossível não associar o clube da cidade ao maior jogador da história do esporte e mais popular do mundo. Assim como é muito comum também conhecer os jogadores que fizeram parte do clube no passado, os grandes resultados até os dias de hoje, sem falar nos novos nomes mundialmente famosos.

Aos domingos, é comum ver os arredores da Vila Belmiro repleto de pessoas, todas caminhando para mais um dia de espetáculo. 

Para quem ainda duvida da bagagem histórica e cultural de Santos, nada melhor do que uma visita para ver as estruturas e os registros mais de perto.

A cidade de Santos, sem dúvida, tem história, praia, canais e gente feliz! 

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